Perguntas Frequentes
Confira estratégias legais para liberar crédito

Se você já possui contratos ativos ou descobriu que a sua margem está zerada, uma das primeiras dúvidas que surgem quando surge um novo imprevisto é: como aumentar o limite do consignado? É possível pedir ao banco para aumentar o valor liberado na conta ou a margem de desconto?
A primeira coisa que você precisa saber é que as regras do empréstimo consignado são ditadas por lei federal. Por isso, os bancos não conseguem aumentar o seu limite de forma arbitrária, como acontece com um cartão de crédito comum.
No entanto, existem estratégias totalmente legais e momentos de mercado que permitem aumentar o valor disponível para você pegar. Abaixo, explicamos detalhadamente como o limite funciona e o que você pode fazer para liberar mais crédito.
Antes de entender como aumentar, vale lembrar a regra básica: o limite do empréstimo consignado do INSS é baseado na sua margem consignável, que é fixada em 40% do valor líquido do seu benefício para empréstimos convencionais (e 35% para beneficiários do BPC/LOAS).
Portanto, para conseguir um limite maior em dinheiro, você precisa de um destes dois caminhos: ou o valor total do seu benefício mensal aumenta, ou você adota táticas para abrir espaço na sua margem atual que já está ocupada.

Se você está sem margem disponível hoje, veja as alternativas práticas recomendadas para conseguir mais dinheiro:
1. Portabilidade de crédito com troco
Se você tem empréstimos em um banco com juros altos, você pode transferir essa dívida para outra instituição financeira que ofereça taxas menores. O novo banco quita o seu contrato antigo e, devido aos juros mais baixos, a sua dívida encolhe. A diferença desse saldo é liberada como dinheiro à vista na sua conta (o chamado “troco”), sem aumentar o valor da parcela que você já pagava.
2. Refinanciamento de contratos ativos
Caso você já tenha pago uma parte considerável de um empréstimo atual (geralmente acima de 15% a 30% das parcelas), você pode refinanciá-lo com o próprio banco. O banco quita o saldo devedor restante e estende o prazo do contrato novamente para o limite atual (de até 108 meses). Essa operação “zera” o andamento do contrato e libera as parcelas pagas de volta para você em dinheiro na conta.
3. Reajuste anual do salário mínimo e benefícios
Sempre que o Governo Federal reajusta o valor do salário mínimo e dos benefícios previdenciários (o que ocorre no início de cada ano), a sua renda bruta aumenta. Como a margem consignável é um percentual fixo de 40%, qualquer aumento no seu salário gera automaticamente um aumento de margem automática em reais, liberando um novo limite para empréstimos.
4. Utilizar as margens dos cartões consignados (RMC e RCC)
Se as suas 15 linhas de empréstimo tradicionais ou os 40% de margem estão esgotados, você ainda possui duas caixas separadas que pouca gente usa: o Cartão Consignado (RMC) e o Cartão Benefício (RCC). Cada um deles possui 5% de margem exclusiva na folha e permite que você realize saques de até 70% do limite do cartão direto em dinheiro na sua conta.
O “aumento de margem” é a liberação de um novo limite de crédito que acontece de forma automática para todos os aposentados e pensionistas quando o salário mínimo é reajustado pelo governo. Como o valor do benefício sobe, o cálculo dos 40% da margem consignável passa a resultar em um valor em reais maior. Os bancos utilizam essa virada de ano para oferecer novos empréstimos baseados exclusivamente nessa nova fração de margem liberada.
Não, isso não é possível. Diferente do crédito pessoal ou do cartão de crédito convencional, onde o gerente do banco pode avaliar o seu perfil e aumentar o limite com base no relacionamento, o consignado depende exclusivamente do sistema do INSS. Se o seu Extrato de Empréstimo (Hiscon) indicar que você não tem margem disponível ou que já atingiu o teto de 15 linhas, nenhum funcionário de banco conseguirá forçar o aumento do limite.
Sim, com certeza. A portabilidade é uma das formas mais inteligentes de “aumentar o limite” sem precisar ganhar mais. Ao transferir o contrato para um banco com juros mais baratos, o custo total da sua dívida diminui. Essa redução faz com que sobre um saldo credor a seu favor, que é depositado direto na sua conta corrente na forma de “troco”, funcionando na prática como uma nova liberação de dinheiro.
Cada instituição financeira possui sua própria política de crédito, mas a maioria exige que você tenha pago pelo menos entre 12 e 24 parcelas do seu contrato atual antes de solicitar um refinanciamento. Se você tentar refinanciar um contrato muito recente, o valor amortizado da dívida ainda será muito baixo, o que significa que a operação não gerará um valor de troco expressivo que compense a renegociação.
O limite de compras e saques do seu cartão consignado (RMC ou RCC) só aumentará se houver um aumento no valor do seu benefício mensal do INSS. Como o limite total do cartão é calculado multiplicando o valor da sua margem de 5% (geralmente de 25 a 30 vezes esse valor), a única forma de o limite do cartão subir é se esses 5% em reais também crescerem após o reajuste anual do salário.