Consignado CLT
Novas regras foram anunciadas visando facilitar ainda mais a vida do trabalhador com carteira assinada

Se você trabalha com carteira assinada, o cenário do empréstimo consignado privado acaba de mudar drasticamente. Em junho de 2026, o Governo Federal publicou as novas regras do Crédito do Trabalhador, o ecossistema que conecta o seu emprego CLT à Carteira de Trabalho Digital para oferecer crédito mais barato.
Embora a modalidade já existisse, faltava uma peça chave para ela decolar: a regulamentação das garantias. Sem isso, os bancos cobravam juros altos por medo de o trabalhador ser demitido e a dívida ficar sem pagamento. Agora, o jogo virou.
A grande novidade do empréstimo consignado CLT é que o trabalhador agora pode oferecer, de forma totalmente facultativa (ou seja, se quiser), ativos da sua conta do FGTS e da rescisão como garantia para o banco.
O dinheiro não sai da sua conta no momento em que você contrata o empréstimo. Ele funciona como uma caução. Mas, caso ocorra uma demissão sem justa causa, o banco ganha o direito de reter automaticamente:
Até 10% do saldo total do seu FGTS.
Até 100% da multa rescisória de 40% paga pela empresa (independente de você estar no Saque-Aniversário ou Saque-Rescisão).
Até 35% das suas verbas rescisórias (como férias vencidas, 13º e aviso prévio indenizado).
Com essa rede de segurança para os bancos, o risco despencou. O resultado imediato foi a fixação de um teto de juros de 1,99% ao mês para as operações com garantia.
Para se ter uma ideia, antes dessa regulamentação, a taxa média para o trabalhador CLT passava de 3,7% ao mês, ou seja, o dobro do que pagam servidores públicos e aposentados do INSS. Com a concorrência de quase 100 bancos integrados no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, a tendência é que as taxas fiquem ainda mais competitivas.
O FGTS e a multa rescisória são o “colchão de segurança” do trabalhador em caso de desemprego. Ao comprometer esses valores no empréstimo, você corre o risco de ser demitido e sair da empresa sem nenhuma reserva financeira para pagar o aluguel ou o mercado enquanto procura um novo emprego.
A regra de ouro é: o Crédito do Trabalhador ficou muito mais barato e é excelente para substituir dívidas sufocantes (como o cartão de crédito rotativo ou o cheque especial), mas deve ser usado com planejamento cirúrgico.
