Aposentados que continuam trabalhando podem ter direito a aumento no valor da aposentadoria

Aposentados que continuam trabalhando podem ter direito a aumento no valor da aposentadoria

Uma nova proposta em discussão no Congresso Nacional pode representar uma mudança significativa na vida de milhares de brasileiros aposentados que optaram por continuar trabalhando com carteira assinada. A proposta, recentemente aprovada na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados, prevê o recálculo da aposentadoria para beneficiários do INSS que contribuíram ao sistema por, pelo menos, mais cinco anos após se aposentarem.

Essa medida tem gerado grande interesse entre os segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), especialmente aqueles que continuam ativos no mercado de trabalho mesmo após a concessão do benefício previdenciário. O objetivo é permitir que essas contribuições adicionais sejam reconhecidas e convertidas em um reajuste no valor mensal da aposentadoria.

Entenda a proposta que pode aumentar sua aposentadoria

A proposta é fruto de um substitutivo da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que reuniu diversos projetos anteriores — inclusive o PL 2567/2011 — com o intuito de permitir a chamada reaposentadoria. Ao contrário da “desaposentação”, considerada inconstitucional pelo STF por falta de previsão legal, o novo modelo não exige ao segurado renunciar à aposentadoria já concedida. Ou seja, ele poderá solicitar a reavaliação de seu benefício com base nas novas contribuições, sem abrir mão do que já recebe.

Segundo o texto aprovado, o aposentado que contribuiu ao INSS por mais 60 meses (cinco anos) após a concessão inicial do benefício poderá, por meio de requerimento administrativo, solicitar a atualização do valor que recebe mensalmente. Esse recálculo deverá considerar as novas contribuições feitas ao longo do período pós-aposentadoria.

Outro ponto importante é que o segurado poderá fazer essa solicitação até duas vezes, desde que cumpra os requisitos estabelecidos pelo INSS. No entanto, nem todos têm direito ao recálculo: ficam de fora, por exemplo, aqueles que se aposentaram por invalidez ou por meio de aposentadoria especial.

Quem pode se beneficiar com o recálculo da aposentadoria?

O público-alvo dessa proposta inclui os segurados que:

  • Já recebem aposentadoria do INSS;
  • Continuaram trabalhando com vínculo empregatício ou contribuindo como autônomos;
  • Acumularam no mínimo 60 novas contribuições mensais (equivalente a cinco anos);
  • Não são beneficiários de aposentadoria por invalidez ou especial.

Além disso, a proposta também alcança pensionistas, que passam a ter o direito de requerer o recálculo do benefício com base em contribuições adicionais feitas pelo instituidor da pensão após a aposentadoria.

Por que a proposta é diferente da desaposentação?

A chamada desaposentação foi uma tese jurídica muito discutida nos últimos anos, permitindo ao aposentado renunciar ao benefício anterior para solicitar um novo, mais vantajoso, com base nas novas contribuições. No entanto, o STF decidiu, em 2016 e reforçou em 2020, que a desaposentação é inconstitucional, pois não há previsão legal que autorize essa troca de benefício.

O novo modelo apresentado na Câmara dos Deputados não fere essa decisão judicial, pois mantém o vínculo com a aposentadoria já concedida. Na verdade, a proposta é um ajuste no valor do benefício, que permite recompensar o aposentado pelas contribuições feitas após a aposentadoria.

Quais os próximos passos da proposta?

Mesmo após a aprovação na Comissão de Previdência, o projeto ainda precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso seja aprovado nessas etapas, seguirá para o Senado Federal, onde poderá ser aprovado em definitivo.

Se o projeto virar lei, os aposentados que continuam contribuindo com o INSS terão, finalmente, uma forma de aumentar legalmente o valor da aposentadoria. Isso é algo que há muito tempo é reivindicado por essa parcela da população.

Aposentados ativos e o impacto na renda

Trabalhar após a aposentadoria é uma realidade cada vez mais comum no Brasil. Dados do IBGE mostram que milhões de brasileiros continuam ativos economicamente mesmo após receberem o benefício previdenciário. Para muitos, isso é uma escolha motivada pelo desejo de permanecer produtivo. Para outros, é uma necessidade imposta pelo alto custo de vida e pela defasagem dos valores pagos pelo INSS.

Por isso, iniciativas que valorizam o esforço de quem continua contribuindo com o sistema são extremamente bem-vindas. Ao reconhecer as contribuições adicionais, o projeto oferece uma forma justa de compensar financeiramente o aposentado que não deixou de participar do mercado de trabalho.

Como aumentar sua renda enquanto aguarda a aprovação da medida

A possibilidade de recálculo do valor da aposentadoria representa um avanço importante na valorização do segurado que continua contribuindo com o INSS mesmo após a concessão do benefício. Embora a proposta ainda esteja em análise, ela sinaliza um caminho mais justo para quem não deixou de trabalhar.

Enquanto a proposta ainda está em tramitação, muitos aposentados seguem em busca de alternativas para complementar a renda mensal. Uma das opções mais seguras e acessíveis do mercado é o empréstimo para aposentado, oferecido pela Carrera Carneiro.

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